Sindedif sedia oficina sobre NR-1 e saúde mental no ambiente de trabalho
O Sindedif sediou, nesta terça-feira (19 de maio), uma oficina dedicada à NR-1 e aos impactos da saúde mental no ambiente de trabalho. A atividade reuniu representantes de diferentes instituições para discutir os riscos psicossociais e os desafios para a construção de ambientes profissionais mais seguros, saudáveis e respeitosos.
Presidente do Sindedif, José Maria Félix destacou a importância de o sindicato abrir espaço para iniciativas que preparem trabalhadores e entidades para as mudanças relacionadas à saúde e à segurança no trabalho.
“O sindicato precisa estar preparado não apenas para agir quando o problema já aconteceu, mas também para informar, orientar e ajudar a prevenir. Quando trazemos uma discussão como essa para dentro do Sindedif, estamos investindo diretamente na proteção do trabalhador”, afirmou Félix.
Saúde mental também precisa ser protegida
A oficina abordou situações que fazem parte da realidade de muitos trabalhadores, como pressão excessiva, assédio moral, perseguições e outras práticas capazes de provocar sofrimento e adoecimento emocional.
Durante a atividade, foram discutidos casos reais e caminhos para identificar e enfrentar esses problemas no ambiente profissional.
Para Félix, reconhecer os riscos psicossociais representa um avanço importante na maneira como a saúde ocupacional é tratada.
“Um trabalhador pode estar em um ambiente aparentemente seguro e, ao mesmo tempo, estar adoecendo por causa da pressão, da humilhação ou do assédio. Saúde no trabalho não é apenas evitar um acidente físico. Precisamos cuidar também da saúde emocional e psicológica”, ressaltou.
NR-1 amplia responsabilidade sobre riscos psicossociais
A discussão ganha ainda mais importância diante das mudanças relacionadas à Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que ampliam a atenção aos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
Na avaliação do presidente do Sindedif, as novas exigências também reforçam a necessidade de informação e acompanhamento por parte das entidades sindicais.
“Não podemos permitir que assédio, perseguição ou pressão abusiva sejam tratados como algo normal da relação de trabalho. Se determinada condição está adoecendo o trabalhador, ela precisa ser identificada, enfrentada e corrigida”, defendeu Félix.

Trabalho conjunto pela prevenção
A realização da oficina contou com a participação e colaboração da Fundacentro, Secretaria Municipal de Saúde de Santos, Conselho Municipal de Saúde e Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT).
Félix agradeceu às instituições e aos profissionais envolvidos e destacou que a articulação entre sindicatos, órgãos públicos e entidades especializadas é fundamental para que o debate resulte em medidas concretas de prevenção.
“Nenhuma instituição consegue enfrentar esse problema sozinha. Quando reunimos conhecimento técnico, poder público, controle social e representação sindical, aumentamos nossa capacidade de proteger quem está na ponta: o trabalhador”, afirmou.
O presidente do Sindedif reforçou que a entidade continuará promovendo e participando de iniciativas relacionadas à saúde física e mental da categoria.
“Trabalhador merece chegar ao emprego sabendo que será respeitado e voltar para casa com sua saúde preservada. Dignidade e qualidade de vida também são direitos de quem trabalha”, concluiu Félix.