Félix debate saúde e segurança no trabalho em encontro com lideranças sindicais
O presidente do Sindedif, José Maria Félix, participou, na quarta-feira (18 de março), de um encontro realizado na sede do Sindifícios, em São Paulo, que reuniu lideranças sindicais para discutir desafios relacionados à saúde, à segurança e à dignidade dos trabalhadores.
A atividade contou com palestra do presidente da Fundacentro, Pedro Tourinho, que abordou temas que vêm ganhando cada vez mais espaço nas relações de trabalho, entre eles os riscos psicossociais, o assédio moral e sexual, práticas de intimidação e a prevenção de acidentes.
Para Félix, a discussão reforça uma responsabilidade que vai além da prevenção dos riscos físicos no ambiente profissional. O cuidado com a saúde do trabalhador também precisa considerar as condições emocionais e psicológicas às quais ele está submetido diariamente.
“Quando falamos em saúde e segurança, não podemos olhar apenas para o risco de um acidente físico. Pressão excessiva, assédio, intimidação e ambientes de trabalho adoecedores também precisam ser identificados e combatidos. O sindicato tem um papel fundamental nessa orientação e nessa defesa”, destacou Félix.
NR-1 amplia atenção aos riscos psicossociais
Um dos pontos de destaque do encontro foi a NR-1 e a inclusão dos fatores de riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas.
Félix chamou a atenção para a necessidade de sindicatos, empregadores e trabalhadores estarem preparados para uma fiscalização mais efetiva das condições existentes nos locais de trabalho.
“A entrada em vigor definitiva da NR-1 marca um novo momento. Os empregadores tiveram um período de adaptação, e agora haverá uma cobrança mais efetiva. Precisamos estar preparados para esse cenário”, ressaltou.
Na avaliação do presidente do Sindedif, as mudanças também representam um avanço importante no reconhecimento de problemas que durante muitos anos foram tratados como situações normais da rotina profissional.
“O trabalhador não pode aceitar o assédio, a humilhação ou o adoecimento como se fossem parte natural do emprego. Trabalho precisa significar sustento e dignidade, e não medo ou sofrimento”, afirmou.
Prevenção também é responsabilidade coletiva
Outro aspecto debatido durante o encontro foi a conscientização de que os acidentes de trabalho podem e devem ser prevenidos. Informação, fiscalização, cumprimento das normas e participação dos trabalhadores são fundamentais para reduzir riscos e preservar vidas.
A presença de diferentes representantes sindicais também reforçou a importância da atuação conjunta e da troca de informações entre as entidades.
Para Félix, encontros como esse ajudam a preparar o movimento sindical para os novos desafios das relações de trabalho e fortalecem a atuação das entidades na proteção de suas categorias.
“Quanto mais informação tivermos, mais preparados estaremos para orientar e defender o trabalhador. Nosso compromisso é acompanhar essas mudanças, cobrar o cumprimento das normas e lutar por ambientes de trabalho cada vez mais seguros, saudáveis e respeitosos”, concluiu.